segunda-feira, 11 de junho de 2012

Suporte Pedagógico


 SUPORTE PEGAGÓGICO

Texto de Augusto Junior de Oliveira
Cursante do Curso Licenciatura em Pedagogia pela UNOPAR

            É o cuidador que constrói a mente da criança e conseqüentemente sua autoimagem, autoconceito e eutoestima e sua saúde emotiva. O educador precisa ter consciência disso e precisa que se formem profissionais competentes e capazes de lidar com os diferentes perfis dos educandos.  Em uma sala de aula, por exemplo, ele poderá ter diversos tipos de alunos, talvez algum hiperativo, um depressivo ou mesmo um autista. Terá alunos que demonstram mais interesse em aprender e outros que precisam de maior incentivo. O educador terá de saber como lidar com essas diferenças sem prejudicar nenhum dos perfis de aluno pela sua metodologia.
Assim fica claro que é necessária uma capacitação de pessoal. Porem isto abre espaço pra outra questão importante: a infra-estrutura como chave para inclusão escolar. Fala-se que a inclusão é real quando se coloca uma criança com certa deficiência intelectual, ou transtorno numa sala de aula com crianças “comuns”. Mas se essa escola não possui infra-estrutura e material pedagógico adequado essa inclusão será apenas lúdica. De fato é muito bonito falar que houve inclusão, mas é preciso que essa inclusão seja real. O docente precisará de material didático adequado para incentivar o desenvolvimento do discente. O exemplo é preciso haver brinquedos para incentivarmos o desenvolvimento motor das crianças. Porem mesmo para os alunos tidos como normais, ainda não há um infra-estrutura e uma disposição de material necessária, pode-se dizer que os professores “se viram” com o que tem e “improvisam” da mesma forma. O docente pode chegar à sala de aula com discentes que apresentam déficits de aprendizagem, identificá-los, mas não ter o material didático necessário para trabalhar com esse aluno. As escolas pecam muito nesse sentido.
É muito comum os docentes, pouco preparados para exercer tal pratica, simplesmente ignorarem um aluno especial. É muito comum se ouvir em sala de aula o professor dizer que pra ele o que importa é o salário, assim ele passa de ano alunos que nada aprenderam e raramente vai perceber que determinado aluno necessita de maior atenção por parte dele. Vê-se então o despreparo dos nossos professores para lidar estes assuntos.
        Temas como bullying, que há muito existiam, mas só agora estão recebendo a devida atenção precisam estar dentre os assuntos que o professor domine. Em vista de que muitos educadores sequer conhecem o significado deste termo, ou mesmo acreditam que o bullying é apenas uma brincadeira de crianças, que não engloba fundos psicológicos dignos de analise.  Estes educadores podem acabar incentivando a continuidade da pratica do bullying. Poderia estes professores receber a alcunha de incompetente, por deixar seus alunos expostos ao descaso?
            É preciso que o professor seja capaz de compreender seus alunos, que se comunique com ele. Como nos casos de lidar com um deficiente oral, físico ou intelectual onde é preciso uma comunicação diferenciada; o professor pode procurar aprender a linguagem de libras e fazer uso disso para que achasse uma interação entre o deficiente e os outros alunos, em vista que a comunicação diferenciada, apresentada como um código é atraente pras crianças.
            O pesquisar é uma constante na vida do professor que exerce corretamente sua profissão. Sempre estão surgindo novas temáticas dentro da área acadêmica, deste modo o professor precisa sempre evoluir seus conhecimentos para não ficar alienado as novidades metodológicas, inclusiva no que se diz respeito às leis e diretrizes da educação.
            Existem vários pontos a serem analisados pelo professor e que muitas vezes são deixados de lado. As crianças agitadas, por exemplo, podem sinalizar a existência de um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, uma vez que o universo da ordem e da organização parece avulso para quem tem esse problema patologia. Como o professor vai trabalhar com um aluno assim? Seria quase, ou mesmo impossível para um professor que não possui uma qualificação, que não buscou recursos ou materiais de pesquisa, lidar com um aluno hiperativo.
            Em termos de inclusão vemos que o atendimento as crianças com cuidados especiais é precário em escolas da rede publica em nosso país. É uma triste realidade. Nota-se que o treinamento, quando há, dos educadores em atendimento especial nem sempre é satisfatória, o que causa uma má comunicação com o aluno. Então o que fazer? As palavras de ordem são: qualificar e capacitar. Os professores precisam ter o conhecimento de como lidar com seus alunos e precisam fazê-lo com qualidade. Eis o desafio, fazer com que o professor trabalhe bem. Por diversos fatores, é comum ver o professor ser negligente com seus alunos, e tomá-los com um descaso que beira a crueldade. É direito de a criança ser educada e o educador não esta fazendo valer este direito, e por vezes esta impedindo que o mesmo seja valido. Vamos esta negligencia quando um professor da às atividades pra turma e da apenas um desenho para que o aluno colora enquanto os outros elaboram as atividades, excluindo o aluno especial do seu direito a ser educado. Será negligencia também apenas entregar a mesmo trabalho para os diferentes alunos sem trabalhar com forma diferenciada para tornar possível que o deficiente também absorva o conhecimento para elaborar respostas.
            É importante que o professor tenha recursos para auxiliá-lo no contato com o aluno com alguma deficiência, por exemplo, a surdez, o professor precisa buscar uma capacitação em libras, mesmo que seja básica, caso seja essa a forma de comunicação do aluno. Porem o professor não pode esperar que o aluno venha até ele para depois procurar uma capacitação. Trabalhar com material concreto e visual serve para apoio para assimilação de novos conceitos para as crianças, deficientes ou não.  É necessário sair da rotina massacrante do “quadro negro” e “decoreba”. Para tornar as aulas mais interativas e dinâmicas. Como, por exemplo, fazendo uso de “círculos” e debates. Atividades práticas, atividades plásticas e quando possíveis visitações trariam maior atratividade e interação com o aprendizado. Nem sempre a escola se mostra atraente, seja pelo visual ou por uma metodologia repressora, que pode ser constrangedora para o aluno. É comum a exclusão e o descaso sem ala de aula o que acaba por produzir alienação no aluno.
            O para casa precisa ser utilizado para o desenvolvimento da autonomia do aluno no sentido de fixar um conhecimento ao mesmo tempo em que o coloca diante de uma problemática na qual ele terá de fazer uso do conhecimento que possui e assim elaborar soluções para a problemática. Nesse sentido é preciso que o conteúdo do dever de casa abranja o conteúdo trabalhado em classe.  É comum o professor usar o dever de casa como extensão do trabalho de sala de aula, pedindo ao aluno que veja algo que não lhe foi apresentado na sala de aula para que ele sozinho analise as informações do livro e aprenda esta “matéria nova”. O que é um erro, o aluno acaba fazendo o papel de autodidata. Nem todos os alunos terão facilidade ou interesse de aprender sozinhos. Depois de cometer este erro de dar um dever de casa que não engloba algum assunto trabalhado em classe o professor comete o outro erro de simplesmente dar seguimento a outras matérias sem trabalhar com esta, considerando que o aluno já viu a matéria. Segue atropelando conteúdos, para ao fim passar tudo que estava planejado, porem pouco será aprendido do muito que foi passado, por que pouco foi trabalhado.
    A avaliação do dever não deve se basear na resposta certa ou errada, mas também no desenvolvimento da autonomia, no que o aluno foi capaz de fazer, para que se veja o que ele aprendeu e em que ele teve dificuldades. Deste modo os deveres de casa alem de desenvolver a autonomia do aluno servirá de apoio para que o professor analise sua própria metodologia de ensino para conseguir atingir o aluno. O professor precisa apresentar claramente as temáticas do dever de casa, tanto quanto as temáticas do dever em classe, para que os alunos absorvam o Maximo de conhecimento para poderem elaborar as respostas para as problemáticas apresentadas.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IMAGEM: Google, meramente ilustrativa.

REVISTAS:
PSIQUE, ciência & vida_ Editora ESCALA. Ano V nº 53

NOVA ESCOLA, Gestão Escolar_ Editora ABRIL. Ano II nº 8 junho/julho 2010

CIRANDA DA INCLUSÃO, a revista do educador _ Editora Ciranda Cultural. Ano I nº 5 

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