SUPORTE PEGAGÓGICO
Texto de Augusto Junior de Oliveira
Cursante do Curso Licenciatura em Pedagogia pela UNOPAR
É o cuidador que constrói a mente da
criança e conseqüentemente sua autoimagem, autoconceito e eutoestima e sua
saúde emotiva. O educador precisa ter consciência disso e precisa que se formem
profissionais competentes e capazes de lidar com os diferentes perfis dos
educandos. Em uma sala de aula, por exemplo, ele poderá ter diversos
tipos de alunos, talvez algum hiperativo, um depressivo ou mesmo um autista.
Terá alunos que demonstram mais interesse em aprender e outros que precisam de
maior incentivo. O educador terá de saber como lidar com essas diferenças sem
prejudicar nenhum dos perfis de aluno pela sua metodologia.
Assim
fica claro que é necessária uma capacitação de pessoal. Porem isto abre espaço
pra outra questão importante: a infra-estrutura como chave para inclusão
escolar. Fala-se que a inclusão é real quando se coloca uma criança com certa
deficiência intelectual, ou transtorno numa sala de aula com crianças “comuns”.
Mas se essa escola não possui infra-estrutura e material pedagógico adequado
essa inclusão será apenas lúdica. De fato é muito bonito falar que houve
inclusão, mas é preciso que essa inclusão seja real. O docente precisará de
material didático adequado para incentivar o desenvolvimento do discente. O
exemplo é preciso haver brinquedos para incentivarmos o desenvolvimento motor
das crianças. Porem mesmo para os alunos tidos como normais, ainda não há um
infra-estrutura e uma disposição de material necessária, pode-se dizer que os
professores “se viram” com o que tem e “improvisam” da mesma forma. O docente
pode chegar à sala de aula com discentes que apresentam déficits de
aprendizagem, identificá-los, mas não ter o material didático necessário para
trabalhar com esse aluno. As escolas pecam muito nesse sentido.
É
muito comum os docentes, pouco preparados para exercer tal pratica,
simplesmente ignorarem um aluno especial. É muito comum se ouvir em sala de
aula o professor dizer que pra ele o que importa é o salário, assim ele passa
de ano alunos que nada aprenderam e raramente vai perceber que determinado
aluno necessita de maior atenção por parte dele. Vê-se então o despreparo dos
nossos professores para lidar estes assuntos.
Temas como bullying, que há muito existiam, mas só agora estão recebendo a
devida atenção precisam estar dentre os assuntos que o professor domine. Em
vista de que muitos educadores sequer conhecem o significado deste termo, ou
mesmo acreditam que o bullying é apenas uma brincadeira de crianças, que não
engloba fundos psicológicos dignos de analise. Estes educadores podem
acabar incentivando a continuidade da pratica do bullying. Poderia estes
professores receber a alcunha de incompetente, por deixar seus alunos expostos
ao descaso?
É preciso que o professor seja capaz de
compreender seus alunos, que se comunique com ele. Como nos casos de lidar com
um deficiente oral, físico ou intelectual onde é preciso uma comunicação
diferenciada; o professor pode procurar aprender a linguagem de libras e fazer
uso disso para que achasse uma interação entre o deficiente e os outros alunos,
em vista que a comunicação diferenciada, apresentada como um código é atraente
pras crianças.
O pesquisar é uma constante na vida do
professor que exerce corretamente sua profissão. Sempre estão surgindo novas
temáticas dentro da área acadêmica, deste modo o professor precisa sempre
evoluir seus conhecimentos para não ficar alienado as novidades metodológicas,
inclusiva no que se diz respeito às leis e diretrizes da educação.
Existem vários pontos a serem analisados
pelo professor e que muitas vezes são deixados de lado. As crianças agitadas,
por exemplo, podem sinalizar a existência de um transtorno de déficit de
atenção e hiperatividade, uma vez que o universo da ordem e da organização
parece avulso para quem tem esse problema patologia. Como o professor vai
trabalhar com um aluno assim? Seria quase, ou mesmo impossível para um
professor que não possui uma qualificação, que não buscou recursos ou materiais
de pesquisa, lidar com um aluno hiperativo.
Em termos de inclusão vemos que o
atendimento as crianças com cuidados especiais é precário em escolas da rede
publica em nosso país. É uma triste realidade. Nota-se que o treinamento,
quando há, dos educadores em atendimento especial nem sempre é satisfatória, o
que causa uma má comunicação com o aluno. Então o que fazer? As palavras de
ordem são: qualificar e capacitar. Os professores precisam ter o conhecimento
de como lidar com seus alunos e precisam fazê-lo com qualidade. Eis o desafio,
fazer com que o professor trabalhe bem. Por diversos fatores, é comum ver o
professor ser negligente com seus alunos, e tomá-los com um descaso que beira a
crueldade. É direito de a criança ser educada e o educador não esta fazendo
valer este direito, e por vezes esta impedindo que o mesmo seja valido. Vamos
esta negligencia quando um professor da às atividades pra turma e da apenas um
desenho para que o aluno colora enquanto os outros elaboram as atividades,
excluindo o aluno especial do seu direito a ser educado. Será negligencia também
apenas entregar a mesmo trabalho para os diferentes alunos sem trabalhar com
forma diferenciada para tornar possível que o deficiente também absorva o
conhecimento para elaborar respostas.
É importante que o professor tenha
recursos para auxiliá-lo no contato com o aluno com alguma deficiência, por
exemplo, a surdez, o professor precisa buscar uma capacitação em libras, mesmo
que seja básica, caso seja essa a forma de comunicação do aluno. Porem o
professor não pode esperar que o aluno venha até ele para depois procurar uma
capacitação. Trabalhar com material concreto e visual serve para apoio para
assimilação de novos conceitos para as crianças, deficientes ou não. É
necessário sair da rotina massacrante do “quadro negro” e “decoreba”. Para tornar
as aulas mais interativas e dinâmicas. Como, por exemplo, fazendo uso de “círculos”
e debates. Atividades práticas, atividades plásticas e quando possíveis
visitações trariam maior atratividade e interação com o aprendizado. Nem sempre
a escola se mostra atraente, seja pelo visual ou por uma metodologia
repressora, que pode ser constrangedora para o aluno. É comum a exclusão e o
descaso sem ala de aula o que acaba por produzir alienação no aluno.
O para casa precisa ser utilizado para o
desenvolvimento da autonomia do aluno no sentido de fixar um conhecimento ao
mesmo tempo em que o coloca diante de uma problemática na qual ele terá de
fazer uso do conhecimento que possui e assim elaborar soluções para a
problemática. Nesse sentido é preciso que o conteúdo do dever de casa abranja o
conteúdo trabalhado em classe. É comum o professor usar o dever de casa
como extensão do trabalho de sala de aula, pedindo ao aluno que veja algo que
não lhe foi apresentado na sala de aula para que ele sozinho analise as informações
do livro e aprenda esta “matéria nova”. O que é um erro, o aluno acaba fazendo
o papel de autodidata. Nem todos os alunos terão facilidade ou interesse de
aprender sozinhos. Depois de cometer este erro de dar um dever de casa que não
engloba algum assunto trabalhado em classe o professor comete o outro erro de
simplesmente dar seguimento a outras matérias sem trabalhar com esta,
considerando que o aluno já viu a matéria. Segue atropelando conteúdos, para ao
fim passar tudo que estava planejado, porem pouco será aprendido do muito que
foi passado, por que pouco foi trabalhado.
A
avaliação do dever não deve se basear na resposta certa ou errada, mas também
no desenvolvimento da autonomia, no que o aluno foi capaz de fazer, para que se
veja o que ele aprendeu e em que ele teve dificuldades. Deste modo os deveres
de casa alem de desenvolver a autonomia do aluno servirá de apoio para que o
professor analise sua própria metodologia de ensino para conseguir atingir o
aluno. O professor precisa apresentar claramente as temáticas do dever de casa,
tanto quanto as temáticas do dever em classe, para que os alunos absorvam o
Maximo de conhecimento para poderem elaborar as respostas para as problemáticas
apresentadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
IMAGEM: Google, meramente ilustrativa.
REVISTAS:
PSIQUE, ciência & vida_
Editora ESCALA. Ano V nº 53
NOVA ESCOLA, Gestão Escolar_
Editora ABRIL. Ano II nº 8 junho/julho 2010
CIRANDA DA INCLUSÃO, a
revista do educador _ Editora Ciranda Cultural. Ano I nº 5

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